TV LCD

•Abril 17, 2008 • Deixe um comentário
Você já pode ter uma TV LCD de alta definição em sua sala de estar sem gastar muito. Confira alguns dos modelos de baixo custo que selecionamos e nossas dicas para o momento da compra.

É duro ficar lendo e ouvindo os outros falarem sobre as maravilhas da TV digital, dos filmes e games em alta definição, enquanto você só namora aquela TV de sete mil reais na vitrine. Nós sabemos. O que muitos não sabem é que não é mais necessário gastar sete, oito, dez mil reais em uma televisão para aproveitar esse futuro. Se você estiver procurando apenas qualidade de imagem, e não uma TV gigantesca, nós temos as soluções para você.

Com a recente popularização das TVs de LCD, os preços vem diminuindo progressivamente, especialmente nos modelos com menor tamanho de tela – as de 26″. Até existem modelos de TV que se dizem de alta definição com menos de 26″, mas normalmente eles não valem a pena, a não ser que o propósito seja usá-las como monitor para o computador. Nesse caso, um monitor de 19″ widescreen seria a solução ideal, e bem mais barata. E por que não uma de TV de Plasma? Porque as telas desse tipo ainda não caíram tanto de preço e continuam pertencendo a uma categoria de mais alto nível. Sendo assim, não há muitos modelos com tamanhos pequenos de tela, como as de 26″ que estamos procurando.

Antes de comprar, existem algumas coisas nas quais ficar de olho. Uma delas é a resolução de imagem: só pode ser chamada de “alta definição” (HD) uma TV com resolução de pelo menos 1280×720 pixels, a chamada “720p”. Modelos “Full HD” chegam a 1920×1080 pixels (1080i ou 1080p), mas custam muito mais caro e só estão disponíveis com telas bem maiores. Outro item importante é o número de conexões: uma boa TV tem pelo menos dois conjuntos de entradas para vídeo composto (aquele trio de cabos vermelho, amarelo e branco), uma entrada para vídeo componente (trio de cabos vermelho, verde e azul), e pelo menos uma entrada HDMI para ligação a aparelhos de alta definição (quanto mais, melhor). Vários modelos tem também um conector VGA (ou “RGB”) que permitem sua conexão ao micro para uso como monitor, o que é uma boa se você quer transformar o PC da sala em um Media Center. Alguns poucos modelos trazem, em vez do VGA, uma entrada DVI, outra forma de conexão ao micro, mas só encontrada em placas de vídeo mais recentes.

Também fique atento à taxa de contraste, que define a diferença entre o ponto mais claro e o mais escuro que a TV consegue mostrar e influencia na exibição de gradação de cor e cenas escuras. Representada na forma de uma fração (como 5000:1), quanto maior ela for, melhor. O ângulo de visão é outro fator importante: em alguns modelos mais baratos as cores aparecem distorcidas se o espectador não estiver vendo a tela exatamente de frente, então confira a imagem olhando para a tela em um ângulo de, digamos, 45 ou 60 graus (em relação ao centro) e veja o que acontece. A distância de visualização também é importante: em um modelo de 26 polegadas, o ideal é se sentar a cerca de 2 metros da tela. Se você tem uma sala menor, procure um modelo menor (e vice-versa).

Mas vamos à lista: uma das TVs com preço mais acessível que encontramos foi a Samsung LN26R71B, que você encontra a partir de R$1.550,00. A tela tem um tempo de resposta de 8ms (quanto menor, melhor), taxa de contraste de 3000:1, ângulo de visão de 150º, modo PIP (Picture in Picture, onde um pequeno quadro é exibido no canto da imagem, mostrando a programação de outro canal ou outra fonte de vídeo) e resolução 1366×768 (ou seja, HD 720p). Um outro modelo da Samsung nessa mesma faixa de preço é o LN26R81B. Ela não é muito mais cara – a diferença fica na casa dos 200 reais, normalmente – e a sua taxa de contraste é maior, de 5000:1.

A Sony também tem um modelo de 26 polegadas em sua linha Bravia, mas o preço começa por volta dos R$2.499,00 pela KLV-26S300A. Entretanto, você leva para casa uma tela com contraste de 6000:1 e ângulo de visão de 178 graus. Um recurso exclusivo da Sony, o Bravia Theater Sync, permite controlar todos os aparelhos de seu Home Theater, como TV, player Blu-ray e sintonizador de TV digital, com um só controle remoto. Claro, desde que todos sejam da Sony.

A LG é outra empresa com modelos a preços bem acessíveis. O 26LC7R, por exemplo, fica na faixa entre R$1.500,00 e R$1.999,00 e tem duas entradas HDMI (a maioria das TVs nessa faixa só tem uma) e tela com ângulo de visão de 160º, tempo de resposta de 8ms e tecnologia PIP. O único problema é a taxa de contraste, que é baixa: apenas 2000:1.

Da Philips, podemos mencionar o modelo 26PFL5322. Este modelo possui taxa de contraste de 3500:1, tempo de resposta também de 8ms, e ângulo de visão de 160º (horizontal e vertical). O preço dos aparelhos desse modelo costuma flutuar entre R$1.600,00 e R$1.900,00. Quem quiser pagar um pouco mais pode optar por um modelo com a tecnologia Ambilight, exclusiva da Philips: trata-se de uma função puramente estética, que emite, na parede onde a TV estiver colocada, uma aura de luz da mesma cor e intensidade da cena mostrada. Se for uma cena de deserto, por exemplo, a sua parede receberá uma iluminação no tom de amarelo da areia.

Agora que você já tem em mãos alguns modelos para começar a sua procura pela TV de alta definição que cabe no seu bolso, uma última dica. Se você quiser que a TV da sala fique como nos comerciais, gloriosamente pendurada em uma parede branca e imaculada, vai precisar desenbolsar alguns reais (entre 100 e 400, dependendo do modelo e marca) a mais: todos os modelos que mencionamos vêm apenas com o suporte de mesa, e suportes de parede são vendidos à parte.

Além disso, se não quiser um cabo de força à mostra correndo da TV para o chão vai ter de dar um jeito de embutí-lo, junto com os cabos de áudio e vídeo de todos os aparelhos que quiser ligar a ela. Isso geralmente envolve um pedreiro, a instalação de um conduíte na parede (com painéis de acesso), um pouco de bagunça e poeira e algumas centenas de reais a mais.

E nem pense em ligar sua nova TV àquela anteninha “vareta” que você usa no aparelho atual para pegar os canais abertos. A imagem vai ficar horrível e você vai se desapontar. Para tirar todo o proveito da tecnologia você vai precisar de uma fonte de sinal de alta qualidade, como um receptor externo de TV digital, TV a cabo com sinal digital (Net, Sky, Telefônica Digital), player de vídeo em alta definição (como um Blu-ray, ou um DVD Player capaz de “upscaling”) e um videogame de última geração, como um PlayStation 3 ou XBox 360. Aí sim, você vai notar a diferença e ficar satisfeito com sua escolha. Mas isso é assunto para uma próxima matéria. Até lá, boas compras.

Vem aí o Ubuntu 8.04

•Abril 17, 2008 • Deixe um comentário

02/0419:29hs

A nova versão da distribuição Linux mais popular do mercado continua rápida e estável, e agora traz novos aplicativos e a possibilidade de instalação “junto” com o Windows, eliminando a necessidade de divisão do HD.

Com a chegada do mês de Abril, aproxima-se também a data de lançamento de uma nova versão do Ubuntu, uma das distribuições Linux mais populares da atualidade graças à sua estabilidade, facilidade de uso e bom desempenho. Os desenvolvedores são meticulosos e cumprem um cronograma rígido com novas versões do sistema a cada seis meses, sempre em abril e outubro. Demos uma olhada em um beta do Ubuntu 8.04, codinome Hardy Heron” (algo como “Cegonha Durona”), para conhecer as novidades, e gostamos do que vimos.Novatos no mundo Linux vão gostar de saber que um dos principais destaques é o Wubi, um programa que permite instalar o sistema a partir do Windows. Tudo é muito simples: basta colocar o CD do Ubuntu no drive, dizer que quer uma instalação “dentro” do Windows, quanto de espaço no disco dedicar ao Linux, escolher o idioma e criar um usuário e senha.

Todo o resto é automatizado. Na próxima vez que o computador for reiniciado, surgirá na tela um menu que permite escolher entre o Windows e o Linux. O sistema ocupa cerca de 2 GB de espaço em disco, mas recomendamos reservar pelo menos 10 GB para quem quiser experimentar, para dar espaço suficiente para fotos, músicas e arquivos criados pelo usuário.

A vantagem do novo método é que evita o processo de particionamento do disco, que embora hoje em dia seja muito mais fácil e seguro, ainda confunde os iniciantes e pode causar perda de dados se feito de forma errada. Se você não gostar do Ubuntu basta desinstalá-lo usando o painel de controle do Windows, como se fosse um programa qualquer. A desvantagem é que recursos como hibernação do micro ficam desabilitados (no Linux) e há uma pequena queda de desempenho.

Além disso, ainda é possível rodar o sistema diretamente do CD, sem instalar um bit sequer em seu computador. Entretanto, este método exige mais memória RAM (pelo menos 1 GB) e não permite salvar mudanças na configuração: reinicie o computador e o sistema volta para o “estado de fábrica” (mas é possível salvar arquivos em pendrives, cartões de memória e disquetes, sem problemas).

Em nossas duas máquinas cobaia, um desktop Dell Optiplex GX620 e um notebook Positivo Mobile M25, a instalação do Ubuntu ocorreu sem problemas. Todos os componentes, como placas de vídeo, som, rede sem-fio, leitores de cartão e afins, foram reconhecidos e configurados automaticamente. Nenhuma das máquinas é topo de linha: o desktop tem um processador Intel Pentium D de 2.8 GHz com 1 GB de RAM e o notebook usa um Intel Celeron M de 1.42 GHz com 512 MB de RAM. Mesmo assim, o sistema rodou com ótimo desempenho, sem lentidão ou engasgos. E em ambos os casos, mesmo com placas de vídeo integradas e de baixo desempenho, os efeitos visuais como transparências, sombras e zoom, dignos do Windows Vista, estavam presentes.

O visual do sistema operacional sofreu pequenas mudanças, mas continua com o esquema de cor em tons de laranja e marrom que já virou uma espécie de marca registrada. A interface é limpa e agradável, sem excesso de ícones, atalhos e opções de menu. Além de mudanças na infraestrutura, o Ubuntu 8.04 traz uma série de aplicativos novos ou atualizados. O navegador, por exemplo, é o novíssimo Mozilla Firefox 3 Beta 4, estável o suficiente para uso no dia-a-dia segundo nossos testes. O cliente BitTorrent é o excelente Transmission, com uma interface muito simples. O programa de e-mail, Evolution, agora se integra ao Google Calendar, além da já existente integração com servidores Microsoft Exchange. E o programa padrão para gravação de CDs e DVDs agora é o Brasero, similar em recursos ao Nero, popular entre os usuários de Windows.

Embora uma versão beta não seja recomendada para uso em ambientes de produção, como no computador do escritório ou no único micro da casa, ela se mostrou bastante estável durante os testes, com praticamente nenhum defeito aparente salvo por uma lentidão inexplicada no acesso à internet via Wi-Fi no notebook.

O “upgrade” para a versão final poderá ser feito online, usando a própria ferramenta de atualização inclusa com o sistema. Aliás, ela deixa transparecer o ritmo frenético de desenvolvimento: diariamente surgiam avisos de novas atualizações disponíveis. Mas ao contrário do Windows, eles são discretos e não atrapalham a produtividade, e o sistema não reinicia sozinho sem seu consentimento após a instalação.

O Ubuntu 8.04 “Hardy Heron” será lançado no dia 24 de abril como download gratuito. Também será possível pedir um CD de instalação contendo o sistema operacional através do serviço ShipIt. O CD é gratuito e não há despesas de envio. Há um limite de dois CDs por pedido, com prazo de entrega dos discos estimado entre 4 a 6 semanas. Se você sempre teve curiosidade de conhecer o Linux mas tinha medo da instalação, não há melhor momento para isso do que com o novo Ubuntu.